quarta-feira, março 27

Fome

Um belo e fastidioso dia, estava eu mais minha esquisita companhia em local comum, frente minha cama e entre minhas coisas simples. Esse belo dia sentia eu a necessidade estranha de algo comer, necessidade essa que Rousseau diria não ter o bom selvagem. Queria eu comer algo que fosse doce e gostoso, salgado e melado, um suspiro ou uma lasanha? Maria mole, ambrosia, café, bolo, mousse, broa, polenta, arroz, feijão, bife, gelatina, pavê. Chega de divagar, eu e minhas mãos fomos para a cozinha e ao som de uma música estranha, quase maquiavélica, descubro meu desejo de vida, minha fome arrebatadora, minha sedução culinária, NADA. Quem tudo quer nada come.


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