quarta-feira, julho 31

Preciso pedir Perdão

Peço perdão pelos meus erros
que são traduções do meu corpo
aprisionado em uma jaula de sangue
que quer sua liberdade da prisão,
uma prisão muito bonita, mas não pode,
não pode me dar paz, a paz
que eu preciso. Agora.
Peço perdão pelos meus desafetos
buscando minha paz causei amargor alheio
E não é que me importe. Eu não.
Mas preciso pedir. Por educação, apenas.

Nosso particular

Que meu inferno particular passe por você
e leve sua maldita alma comigo
que sofra você as dores do desprezo
e que meu inferno particular te acalente
numa morte sofrida
numa morte merecida
numa morte que me pertence
és minha, e meu inferno
é nosso!

terça-feira, julho 30

Sol

Sinta o sol que me queima
toque-me com o frio
apague o inferno em mim
satisfaça meus desejos
queime comigo
deixe-me queimar
deixe-me queimar
(...)

Aqueles dias

Aqueles dias que você se sente um lixo
que a sua brincadeira não tem graça
que o seu amor não vale para nada
que o seu sorriso é plenamente ignorado
que suas lágrimas se misturam à chuva,
e ninguém percebe!

domingo, julho 28

Para ti

Agora mesmo, queria ter o dom das letras e me declarar. Usar as mais belas rimas, as mais lindas emoções e os mais belos sentimentos. Mas não posso, estou restrita pelos meus medos, pelas minhas más memórias, pelas minhas incertezas. Queria ser mais para ti, o pouco que sou não é suficiente. Que pena! Agora mesmo, busco em mim forças para terminar a escrita, má escrita, de uma vontade, que sabemos, não se concretizará.

sexta-feira, julho 26

Diabo

Nasceu com o diabo no corpo.
O pai concordou, a família, a sociedade e o mundo também.
Cresceu com o diabo no corpo.

Envelheceu com o diabo no corpo.
Nunca amou, nunca foi amado.
Morreu com o diabo, no corpo.
Nunca matou, nunca roubou, nunca estuprou, nunca bebeu, nunca fumou, nunca usou drogas, nunca transgrediu nenhuma lei, mas foi infinitamente desprezado, tinha o diabo no corpo.




Nota: O uso do Diabo transcende sua característica inicial, trabalho-o aqui como estigma.

Sussurros

Sussurros na noite gelada
espremido nos braços frios
deslizando pele espalmada
chegavam os olhos vazios

Sentimentos nulos, sombrios
cantou a padecer desalmada
sussurrantes medos sem brios
chegou a morte, a esperada

quarta-feira, julho 24

terça-feira, julho 23

Espelhos

Espelhos, captando o brilho fosco 
em luz suave e lamacenta.
Meu amigo mais leal, e sincero
mostra meus defeitos, me constrói.
Na pouca luz espectral, sugou-me o ar 
pouco que tenho, pregando peças
refletindo o que não quero,
não quero ver.

sábado, julho 20

Infinitude

No infinito calor de teu afeto, 
na solitária lamúria do meu fim, 
no sossego destemido de meus sonhos, espero eu
de ti bela amizade, 
de ti correspondência, 
de ti minha aventura, 
de ti, minha paz.

quarta-feira, julho 17

Companheira

Vã tristeza essa minha
que deixa esvair pelos poros
a dor de uma vida mal provida
e o medo de um sonho inacabado

Tristeza, minha querida e plantada
que não se esmorece por nada
a amiga das horas felizes, és
tu, sádica companheira

domingo, julho 14

Buscar pela minha felicidade

E se vou buscar minha felicidade num pedaço de papel, é bom que seja de ótima qualidade, com árvores que passaram suas vidas criando sombras e ouvindo histórias, e que abrigam em si a maldita magia da vida, as fantasias deliciosas das crianças e o abrigo proveniente de seus ramos. Se vou escrever e contar a minha alegria num desgarrado pedaço de papel, seja lá qual for sua utilidade primeira, então que seja feito assim, e que seja abençoada a história e que seja proscrito o futuro meu.

terça-feira, julho 9

Brincar

Vamos brincar de amar
Vamos brincar de nos importar
Vamos brincar de ser feliz
Vamos querido, mente pra mim
Brincando de me adorar

sábado, julho 6

Aniversários!

Já tive muitos tipos de aniversários. Aquele que esperei pela festa surpresa, e não teve, aquele que não esperei e mesmo assim, não teve. Aquele primeiro sem uma pessoa familiar querida, aquele que quase me atropelaram, e aquele que muitos esqueceram. Aquele que teve a festa, ehhhh, e aquele que foi um bolo singelo e só as pessoas mais amadas, e aquele que foi triste, aquele que fui injustiçada, aquele que me deixou mais adulta, aquele que me fez sorrir, e aquele que me lembra o quão velha estou ficando. E dentre esses todos, não trocaria nenhum, pois fazem parte de quem sou hoje, levemente paranoica, estranhamente afetuosa, uma ambulante de sorte diversa.

sexta-feira, julho 5

Sufocada

Sufocada, meu ser desce garganta abaixo, engolido pelo meu desprezo, e estúpida comiseração. Sufocada, pelas mãos que provém e desferem injúrias, e sufocada pela espera, pelas pessoas, inúteis acomodadas. Sufocada pelo mundo, que descansa em minha cabeça, assim que pousa ela, sobre o travesseiro, algoz noturno.
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