quarta-feira, março 13

Da conversa

Enquanto a conversa embrenhava-se no meu seio, e no sussurro da morte, os olhos úmidos fecham-se para melhor visualizar o interior da alma. Considerando que a alma é um segmento obtuso do cérebro, então a escuridão traduz o infinito do medo. Ao faltar, dos olhos, a luz, então os diabinhos do passado revelam-se saltitantes frente memórias perdidas pelo presente.

Assim que a conversação acaba, morrem as esperanças de futuro, o presente vira cadáver e eu, que sou escritora, espremo meu cérebro para saber o que passa pela cabeça dela, que sou eu, que poderia ser eu, mas não sou, porque para ser preciso existir, e não existo, enquanto ela viver.

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