quarta-feira, março 6

Escritos frustrados

Eu gostaria de escrever um livro. Não sei qual tema, qual linha, qual modelo nem estrutura, mas gostaria de transbordar minhas ideias pela arte da escrita. Enternecer o mundo! Que virasse um filme, imagina? Aqueles com um sucesso estrondoso, com músicas que marcam e frases que se repetem ao longo das gerações!

Mas, então, minha alma imoral, meu lado racional, minha veia decrépita sobressai do pensamento. Sei que eu não gostaria do meu livro, do seu sucesso… Debateria-me com meu próprio ciúme, com minhas invejas, meu ego, minha destruição. Logo, a ruína da minha mente estaria próxima e o fim, fim de minha alma romântica, da minha inocência, chegaria a cavalo e o trote pesado arregaçaria minha estrutura e a preguiça maldita me faria, e faz, debater-me com poucas letras e falhas ideias o desejo solitário, sem espectadores, na cálida noite do escritor.


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