quarta-feira, abril 3

Rebelde

Eu já vejo de longe, deitada e lânguida está ela, na escada, ao sol, dormindo levemente. Eu me aproximo, porque posso. Ela finge não sentir minha presença, sento-me ao seu lado. Ela abre um olho e finge retornar pro sono, mas sinto seu corpo fremir. Trago minha mão mais perto dela e a vejo ficar incomodada, mas ainda quieta. Pouso a minha mão sobre sua barriga, ela me olha com olhar assassino. Acaricio ela, levemente para vê-la irritada. Ela muda de posição, mas ainda nao faz nada... ainda. Seus bigodes mexem inquietos, e suas garras armam e desarmam. Inevitável, vem o primeiro tapa, não me acanho, intensifico o carinho por que sei que ela vai revidar, e logo, outro tapa e empurrões com seus pés. Mas tudo fraco, e morde. Aí, dói! Vou parar, mais um toque eu paro. Outro tapa, com as garras prontas para arrancar sangue... Desisto, levanto e vou, longe dela, que recorre ao conforto do sono, até eu voltar, de novo!

Mais alguém aí conhece um gato cheio de não me toques? rs

2 comentários:

  1. ...gato cheio de não me toque é o que mais tem por aí, Edivana! É um texto de arrepiar os "pêlos" rsrs....abç. Fique bem .

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