sábado, maio 4

Passado

Hoje vivi o passado
não o meu exatamente
mas aquele, profundo
dos tempos imemoriais
do povo escravo e dos reis
exploradores
O passado que de tão longe
parece irreal,
algo de fantasia e plena
falácia

Memorei o passado
que poderia ser o meu
lado negro escravo
lado branco e seus carrascos
lado brasileiro sarapintado
que o museu canta em
poços de lembranças velhas

2 comentários:

  1. Olá Edivana!

    Que belas palavras. Me recordou quando fui a primeira vez ao museu. A mansão imperial no Rio. Eu, pequenina, doida para conhecer as diversas coisas que tinham lá dentro e descobrir que todo o passado realmente foi real, e o que ensinavam na escola não era mentira, mesmo que não tenha sido um passado muito agradável de se lembrar. Viva um pouco a inocência. A verdadeira sensibilidade do museu.

    Um grande abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Yumiko, obrigada pela sua visita. Foi realmente uma visita a um museu que me inspirou, e creio que poder ver, e sentir, que ele foi real mesmo, torna o nosso presente mais significativo. E independente do que foi esse passado, concordo com você na questão do deixar viver a inocência.
      Abraços!

      Excluir

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