sexta-feira, outubro 17

Eu me rendo

Penso que não poderia mais viver com essa dor no meu peito. Escrevo para desafogar as mágoas e para dirimir as amarguras. No mundo de prazeres que pensei habitar, nem restam sombras ou cinzas. Restou em meu peito pranto molhado e amargura condensada. As lágrimas caem dos olhos e molham meu travesseiro, o ranho escorre do nariz, formam poça no lábio superior, a dor é tamanha que nada poderia fazer para retirá-la de cima de mim. Mas eu penso me render essa noite às amarguras. De manhã vou tomar banho, passar a maquiagem e sorrir para o mundo. Uma noite de solidão e uma vida inteira para matar esse sentimento maldito que criou raízes no meu coração. Amanhã.

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