domingo, setembro 28

Definhar

Venho me sentindo morta, todas as alegrias efêmeras, todos os sorrisos forçados, todas as gargalhadas de desespero. Um forte sentimento de solidão, um aperto no fundo da garganta, suspiros despejados pelos cantos, um arrastar de ombos contra a gravidade, a alma caída, o ânimo de prosperar findado, a vida em geral, perdida.

Pergunto aos meus botões, que me trará felicidade? Que preencherá o vazio que vai no coração? Não busco por dinheiro, nem por amor, nem por companhia. Não busco as coisas vãs nem os risos alheios. Não busco por nada, e por nada buscar, não vejo alegria nos meus olhos. Não vejo alegria, pois eles não se abrem mais, como eu já disse, estou morta por dentro, apenas definhando por fora.

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